Nada é igual ao filme. Ou é? 

Hoje me deparei com uma cena de Grey’s Anatomy no qual o Owen se separa de vez da Cristina. (Ela não é a minha predileta), mas… Uma situação tão difícil.  Ela não abria mão de seus princípios e ele queria apenas um filho. Ela foi irredutível e nisso,gerou o desgaste do casamento. Nessa situação que eu assisti, to ainda abalada  (mas é série). Isso mexeu comigo. A separação em si dói. E já é tão difícil ter e estar com alguém e me senti tão mal de assistir isso na série. 

A vida não é uma peça ou um seriado. Mas… Tão triste isso que eu ainda to sem reação. Eu, não tenho ninguém, mas não quero passar por tamanha dor.

Anúncios

Superar ou esperar?

Eis a questão.

Superar algo que não foi completo é muito complicado pois não foi seu. Só você viveu,só vc pensou, só você se dedicou. E por fim. Sempre um sai ferido. 

É dificil esperar tbm. Pois a pessoa tem o medo dentro de si de ter a possibilidade novamente de se doar e acontecer de novo.

A vida, é uma caixinha de surpresas. Pois você nunca saberá o que vai tirar de dentro dela. Sendo bom ou ruim. 

Eu torço agora em minha felicidade. Não sei o meu destino. Não sei o que esta escrito para mim. Mas tenho esperancas de dias bons.

E torço por mim de sempre estar bem cmgo mesma e preparada para o que de melhor. 

E a vida? Ela muda…

Um tempo atrás eu gostei,curti e… Me apaixonei. 

Sozinha… Somente eu era dois. Somente os meus sentimentos eram por dois. 

E nisso, eu ouvi: 

-Somos amigos. Nada além.  

Então, depois de meses presa nesse sentimento. Decido que ele deve ir. E tbm estou em paz comigo mesma pois me desgastei tanto e em vão. 

Ainda, to machucada. Mas…Com a cabeça sempre erguida. 
Agora é hora de pensar em mim. 

Mudar

Repaginar 

Ousar! 
Ser uma nova pessoa. Sem migalhas e superior!  Sim. Eu posso isso. 

Vamos viver. Um dia, a gente se encontra.

Já parou pra pensar que ele também te procura?

Talvez ele não tenha se dado conta ainda, mas ele quer muito te encontrar.

E mesmo não sabendo quem você é ou em que parte do mundo esteja, se tem os olhos verdes, se você sua nas mãos quando está nervosa, ou gosta de sushi. Ele só sabe que quer te conhecer.

Já se deu conta de que ele talvez deite na cama e queira sentir seu corpo ao lado dele? Que sentado em frente ao mar, ele pense que seria legal se você estivesse ali pra ele te contar aquela história de como ele se queimou de sol no último verão?

Que embora ele ache que você provavelmente não entenda bulhufas sobre carros ele quer mostrar que comprou rodas novas? E não quer mostrar a qualquer uma. Tem que ser você.

Porque é você que ele quer.

Ele anseia por compartilhar coisas com você. Te mandar uma foto da macarronada que fez ou daquele pôr-do-sol de verão.

Parou pra pensar que talvez ele também já esteja cansado dos casos de uma noite, das paixões rasas, dos relacionamentos mornos? Cansado dos quase amores, aqueles que mal resistem à primeira briga, sabe?

Pois é…

Ele, mesmo descrente, ainda guarda aquela vontade de ter você.

Ele também te procura no meio dos olhares da multidão e nas pessoas que entram na cafeteria.
E tem que ser só você.

Ele também anseia pelo dia em que essa mágica ainda oculta – que cientista, filósofo ou poeta algum conseguiu explicar- aconteça. Essa mágica que uns chamam de acaso, outros, sorte, alguns dizem ser destino, finalmente una vocês. O momento que os seus olhares vão finalmente se cruzar. O momento do encontro de duas almas.

Ele até tenta parecer indiferente, mas há nele, uma angústia controlada pelo dia que vai finalmente te conhecer.

Pelo dia que vocês vão sentar em um lugar qualquer e ficar se perguntando “como a gente foi se encontrar”?

Talvez nesse exato momento ele esteja pensando onde você poderia estar.

E esteja sentindo falta daquele abraço.

Aquele que faz o tempo parar: o seu.

Por que é fácil?

Muitos de nós, em algum momento de nossas vidas, já nos apaixonamos por um amigo muito próximo. Trata-se de uma daquelas situações em que não conseguimos pensar com clareza, em que ficamos confusos sobre a natureza daquele sentimento, o que nos deixa intranquilos e sem saber o que fazer. Afinal, avançar o passo e declarar-se, em muitos casos, pode significar o distanciamento e a perda da amizade que nos é tão especial.

Talvez isso seja comum pelo fato de que com um amigo íntimo nós temos a liberdade de sermos naturais e verdadeiros, sem máscaras. É muito tranquilo abrirmos os nossos corações a um amigo, tornando-o alguém que nos conhece em tudo de bom e ruim que carregamos aqui dentro. Ao lado dele, festejamos nossas vitórias e amargamos nossas derrotas, descrevemos nossos sonhos mais absurdos e revelamos nossos medos mais bobos.

E não é exatamente essa liberdade e essa cumplicidade que se espera de um amor com quem compartilhar vidas? Quase tudo aquilo que uma amizade verdadeira nos oferece, como se vê, corresponde ao que desejamos obter junto aos nossos relacionamentos amorosos; daí ser frequente surgirem novos amores a partir de fortes laços fraternais. Lançar-se ao encontro da construção amorosa junto a um amigo, por isso mesmo, a muitos se torna inevitável.

No entanto, caso não haja reciprocidade de sentimentos entre ambos, tentarmos avançar no relacionamento poderá nos trazer tanto a decepção da rejeição, quanto a perda de uma amizade essencial em nossas vidas. Muito provavelmente, nesse caso, a relação entre os amigos não voltará a ser a mesma, uma vez que é preciso muita maturidade emocional para reatar o que já se tinha, após uma significativa mudança de direção emotiva na jornada. Poucos terão o equilíbrio necessário à retomada de tudo o que havia antes.

Nem sempre teremos a certeza de que o outro sente por nós a mesma coisa que por ele sentimos, ou seja, arriscarmo-nos será muitas vezes necessário, caso queiramos tentar partilhar mais do que amizade com aquela pessoa querida. No entanto, precisaremos ter a consciência de que estaremos sujeitos a obter de volta o vazio dolorido junto às lembranças do então ex-amigo. Da mesma forma, caso não nos arrisquemos, poderemos ter de carregar o peso da dúvida pelo resto de nossos dias. Trata-se, pois, de uma decisão pessoal e que necessita de cuidados e de ponderações.

Ninguém há de negar, contudo, que nos casarmos com alguém com quem cultivamos uma grande amizade vem a ser uma das mais prazerosas conquistas que poderemos obter, pois a união de corações que já são cúmplices há tempos só tende a tornar esse sentimento mais forte e duradouro. É um risco que talvez valha a pena correr. Porque o amor requer muito mais do que atração física, precisa de muito menos do que conforto material e, sem dúvida alguma, alimenta-se diariamente de reciprocidade afetiva, o que existe de sobra nas amizades verdadeiras.

Texto retirado do: “A soma de todos os afetos” – “Dedicado para ele, meu amigo…”

Existe reciprocidade?

Não é certo andar na contramão de nossa doação afetiva para ser aceito de volta. Hoje em dia, sobra a necessidade de mantermos junto a nós quem corresponde, quem devolve o que damos, o que lançamos, o que somos. Quem entende e pratica a reciprocidade. Mais do que isso, no entanto, é necessário que tenhamos clareza quanto àquilo tudo que queremos e merecemos receber, ou poderemos ficar do lado errado da balança. Não podemos nos contentar com retornos frios, vazios, dissimulados, sem verdade, sem vontade, sem prazer. Nada do que não for correspondido carregará carga de sentimentos afetivos que nos bastem, que nos sosseguem os sentimentos.

Muitas pessoas acham que mandar um simples oi pelo celular, trabalhar e vir para casa, dormir na mesma cama e prover o lar economicamente são comportamentos suficientes para manter vivo um relacionamento a dois. Apegam-se às aparências e às necessidades tão somente materiais, esquecendo-se de que somos muito mais do que isso tudo. Temos um mundo a ser preenchido também dentro de cada um de nós. Ficamos a espera das esmolas alheias, passando por cima das carências sentimentais que abriga a nossa essência, estaremos fugindo cada vez mais às reais possibilidades de podermos nos sentir completos, felizes e realizados.